Trinta anos explicando o que a tecnologia faz com a gente.
Pedro Doria é jornalista e escritor, carioca, autor de oito livros — mais de 200 mil exemplares vendidos. Começou em 1995 escrevendo sobre uma novidade chamada internet — seu primeiro livro, Manual para a Internet, foi o primeiro publicado sobre a rede no Brasil — e nunca mais parou de fazer a mesma pergunta: o que essa tecnologia está fazendo com a política, com o país, com a gente?
Nos dez anos seguintes, escreveu sobre o que a rede fazia com o comportamento — do trabalho ao desejo — quando isso ainda parecia assunto menor. A pergunta o levou longe. Foi editor-chefe de conteúdos digitais do Estadão e editor-executivo de O Globo, onde liderou a equipe que venceu o Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa, em 2012. Viveu dois períodos no Vale do Silício e foi Knight Latin American Fellow na Universidade de Stanford, estudando a relação entre imprensa, democracia e internet. É também Peter Jennings Fellow no National Constitution Center, dedicado ao estudo da Constituição americana.
Em 2016 fundou o Meio, do qual é diretor de jornalismo — a aposta de que o problema da era não é falta de informação, e sim de sentido.
No Meio, edita a newsletter que resume o dia em poucos minutos de leitura e conduz o Ponto de Partida. Mantém coluna em O Globo e comentário na CBN. Seus livros mais recentes — 1565, 1789, Tenentes, Fascismo à Brasileira — usam a história do Brasil como ferramenta para entender o presente: o país que temos é o país que fizemos, e dá para contar essa história sem jargão e sem tédio.
É essa a conversa que ele leva ao palco. Não a palestra de futurologia, nem o inventário de gadgets: uma tese sobre tecnologia, política e história — defendida diante de bancos, indústrias, escolas de negócio e academias de letras, ajustada para cada plateia, sustentada em vinte anos de reportagem.